Intervenção de Luís Santos (mestre de xadrez com 21 anos de trabalho consecutivo ao serviço da Câmara Municipal de Loures,  Medalha de Mérito e Dedicação municipal) na Assembleia Municipal 26 Novembro 2009

 

Depois de 21 anos de trabalho (1985-2006) ao serviço da CM Loures onde se iniciaram para o xadrez cerca de uma centena de milhar de alunos, onde foram organizados cerca de um milhar de torneios para jovens, quer nas escolas quer ao nível do movimento associativo, onde Loures foi palco de torneios internacionais, e formou duas dezenas de campeões nacionais e teve cerca de seis dezenas de representações de jovens do concelho em Campeonatos de Europa e do Mundo, onde inclusive Loures desafiou e venceu uma selecção nacional de jovens do Resto do País a 40 tabuleiros, onde o Inter-escolas de xadrez de Loures era apontado como exemplo mesmo para provas de jovens a nível nacional (muitas das quais foram organizadas em Loures) tendo xadrez Loures marcada presença de prestigio em Congressos Mundiais de Xadrez nas Escolas, escrevi uma carta em Outubro 2006 endereçada ao presidente da CM Loures Carlos Teixeira que o presidente e o vereador responsável decidiram ignorar e não responder.

Ao tomar essa atitude, eles sabiam que isso implicava inequivocamente que todo o trabalho da área escolar da Academia Municipal de xadrez do ano lectivo 2005/06 não seria pago a monitores e árbitros. De facto, nessa carta registada (que o gabinete do presidente me disse ter sido recebida e que o presidente me disse ter encaminhado para o vereador responsável), entre vários assuntos que permitiriam ao município aproveitar integralmente todo o trabalho desenvolvido, estava escrito textualmente o seguinte:

«existe muito trabalho de monitores, treinadores e árbitros por regularizar (através de protocolo com a AXL ou de outra forma?) em 2006, mas não recebi qualquer contacto»

Portanto a administração da CM Loures ao não responder a esta carta, e inviabilizando assim o pagamento de todo o trabalho de monitores, treinadores e árbitros em 2006, revela que nunca teve qualquer intenção de pagar.

Esta falta de intenção de pagar, pública e notória, três anos depois, ficou agravada com as mentiras que o vereador aqui proferiu tentando fugir às suas responsabilidades e tentando lançar responsabilidades para cima de mim, como responsável do Plano de Desenvolvimento de Xadrez.

Eis a declaração na integra do vereador Ricardo Leão nesta Assembleia Municipal de Abril 2008:

...Houve algumas coisas de convém de alguma forma esclarecer, para que não haja dúvidas perante todos com a ajuda também do próprio município porque pelo aquilo que acabou de dizer tem de facto um conjunto de dúvidas que já agora aproveito para esclarecer. O projecto do plano de desenvolvimento começou na década de noventa. Como sabe, eu não quero falar...se quiser posso falar...mas como falou aqui da Associação de Xadrez de Lisboa, de facto, se calhar, convém então cingirmo-nos a essa questão. Eu vou trata-la mais tarde. Como sabe, a grande actividade que havia em termos de crianças de escolas, de colectividades numa segunda fase, situava-se no concelho de Odivelas. E isso viu-se quando foi a separação dos dois concelhos nós tínhamos a nossa Academia de Xadrez que se situava-se na freguesia da Bobadela, mas que, hoje transformada e bem num gabinete de atendimento à juventude, Academia essa que ano após ano não tinha a dinâmica e a actividade relatada pelo próprio presidente de Junta. Portanto tínhamos à pessoas, funcionários da Câmara, colaboradores, melhor dizendo da Câmara, agora , utentes, poucos. E, de facto, quando falou aqui do protocolo Associação de Lisboa, falta mal dos milhares de euros que a Câmara dava à Associação de Xadrez de Lisboa, falo do técnico como aqui falou, do responsável pelo Projecto que,... pronto, também era funcionário,... recebia da Associação, ...recebia a avença da Câmara, depois inclusivamente estava na Academia, depois inclusivamente depois da separação do concelho Loures com o de Odivelas veio-se a descobrir que também tinha uma avença na Câmara de Odivelas..., depois já não aparecia em Loures, portanto é difícil tocar várias guitarras ao mesmo tempo. Logicamente, que nestas dificuldades que foram criadas pelas próprias pessoas que estavam à frente do projecto, a dinâmica foi acabando. Queria dizer também dizer também que enquanto socialista que sou, defendo a transversalidade desportiva. Não sou adepto do plano de desenvolvimento próprio com uma modalidade em concreto. Eu quando cheguei aqui, perguntei: 'Se há um plano de desenvolvimento para o xadrez porque não há um plano de desenvolvimento para as damas? Se há um plano de desenvolvimento para o Judo porque não há um plano de desenvolvimento para o Karaté?' Portanto, o que para nós o que importa, e isso é que deve ser importante, é que não se acabou com o xadrez, o que fez foi: dar às colectividades e ao movimento associativo, a hipótese de esses se juntarem, seja no xadrez, seja em que modalidade for, agruparem-se, desde que haja enquadramento técnico desportivo, a Câmara apoia como apoiou. Nós temos Centros de formação de xadrez aqui no concelho apoiados pela Câmara. Agora , pelas pessoas que estavam à frente do projecto, acabei de dizer aquilo que disse, pelas vicissitudes que começou pelas pessoas que estavam à frente do projecto, numa segunda fase, e que de facto há a situação da escola a tempo inteiro, e como era um projecto que centrava muito nas escolas do 1º ciclo (agora há as actividades de enriquecimento curricular), ficou ao critério das escolas escolherem qual a valência ou a modalidade desportiva que querem incluir nas suas horas daquela valência da actividade desportiva. Muitas delas escolheram a natação, ficou à liberdade e ao critério das escolas e dos parceiros escolhidos por elas que a Câmara contratou. Portanto, acho que ficou esclarecido.

Dado que o citado vereador continua em funções. É em meu entender de importância municipal relevar e provar que nesta casa ele mentiu por onze vezes:

Sendo tantas…Vejamos cada mentira de cada vez. Por ordem cronológica

1. O projecto do plano de desenvolvimento começou na década de noventa

Mentira: O xadrez escolar de orientação municipal e a captação e apoio integrado para o movimento associativo não começou em 1990, mas sim em 1985. O meu contrato de avença sim começou nos anos noventa. Antes trabalhei sempre à tarefa.

2. Como sabe, a grande actividade que havia em termos de crianças de escolas, de colectividades numa segunda fase, situava-se no concelho de Odivelas.

Mentira: A maior actividade escolar sempre foi em Loures. E depois da separação, houve dois anos não consecutivos em Odivelas em que nem houve qualquer actividade escolar. Basta referir que quer em Odivelas quer em Loures a principal actividade centrava-se nas escolas com 2º ciclo e que em Loures essas escolas são 13 e apenas 9 em Odivelas.

 3. E isso viu-se quando foi a separação dos dois concelhos

Mentira. Com a separação a diferença ainda foi maior a favor de Loures devido pois esses dois anos de paragem em Odivelas aconteceram depois da separação.

4. A Academia ….tinha pouco utentes.

Mentira. Só na área escolar da Academia (a única que conservou algumas verbas razoáveis depois de 2002) mobilizou só em 2006 (ano em que o vereador não quis sequer publicar o boletim escolar depois de eu o ter actualizado) 1228 alunos (número um pouco inferior aos anos anteriores por falta desse boletins) nos cursos de iniciação e também mais de um milhar (conservando o número de anos anteriores sempre elogiado unanimemente ao longo de duas décadas por pais de alunos, directores escolares, dirigentes associativos e autarcas) nas fases preliminares e finais do Inter-Escolas. E a escola da Bobadela sempre foi das mais participativas ao contrário daquilo que o vereador para dar a entender pelos relatórios do presidente da Junta local.

Se os utentes do concelho de Loures federados na Federação Portuguesa de xadrez ultrapassaram as 4 centenas em 2006 e são poucos….o que dizer dos apenas 8 federados do concelho em 2009….?

Se os utentes da Academia só na sua área escolar ultrapassou o milhar em 2006 que dizer da meia centena apenas em 2007, 2008 e 2009 (por obra e graça do apoio exclusivo da Junta de Freguesia de Camarate num torneio escolar em que eu próprio ajudei a organizar a pedido da escola e Junta de Freguesia tal como já o fizera em 2007 e 2008…)?

5. falo do técnico como aqui falou, do responsável pelo Projecto que,... pronto, também era funcionário,... recebia da Associação

Mentira. Sempre fui responsável do Projecto sim, com muita honra e orgulho, mas nunca fui funcionário da Associação de Xadrez de Lisboa que facilitava os pagamentos a treinadores, monitores e árbitros sem que a CM Loures tivesse que fazer contratos de trabalho com os mesmos.

Como nesta matéria a Mentira é caluniosa apresento aqui a prova definitiva que isto é mentira (carta da AXL a atestar que nunca fui funcionário).

6. veio-se a descobrir que também tinha uma avença na Câmara de Odivelas...

Mentira. Esta ultrapassa todas as marcas… pois nunca tive qualquer avença com nenhuma outra entidade que não fosse a CM Loures. Devo receber em breve (já o pedi) essa prova inequívoca da CM Odivelas que prova mais esta mentira.

7. depois já não aparecia em Loures

Mentira. Apesar de eu ser avençado e apenas responder pelo resultado do meu trabalho e não pelo local onde o executo, aceitei durante quase um ano fazer relatórios semanais sobre locais de trabalho (para além de todos os outros relatórios obrigatórios mensais trimestrais e anuais sobre o trabalho desenvolvido) para o Chefe de Desporto, a pedido do vereador, onde está provado que eu trabalhava muitas vezes nas próprias instalações municipais. Quer na sede da Academia, quer na Casa do Adro. Pelo contrário, o vereador recusou-me dezenas de pedidos de reunião que solicitei para a Casa do Adro. Nesses relatórios de locais de trabalho, até assinalei (mesmo sem o Chefe de Desporto me ter pedido) tudo o que fiz de trabalho a cada hora. Está tudo escrito nos relatórios, portanto nem preciso de insistir mais em desmentir esta mentira que atenta ao meu brio profissional pois sugere que eu não trabalhava…Os resultados do meu trabalho são públicos, sempre os tornei públicos na minha home page com relatórios extensos e bem ilustrados com dezenas de fotos.

Até o trabalho escolar municipal de 2006 acabei por publicar na minha nova home page (http://luissantosxadrez.com)  dedicada exclusivamente a este assunto apesar de eu ter sido informado a 9 de Março 2006 que a minha avença com a CM Loures terminaria dois meses depois de receber a ‘nota de despedimento’ o que me permitiu completar toda a área escolar de 2006 conforme me foi pedido pelo chefe de Desporto, conforme o vereador me pediu (través do seu assessor Filipe Caçapo que me assegurou que a desorçamentação do xadrez em 2006 seria corrigida em próxima revisão) e conforme uma reunião que tive em finais de 2005 com o próprio presidente Carlos Teixeira que me assegurou que eu poderia estar descansado que o Plano Municipal de Xadrez não terminaria. Achei que deveria publicar pela amizade e estima que tenho pelos treinadores, monitores e árbitros que acreditaram como eu na palavra do presidente, do assessor do vereador e do chefe de desporto) e quando se tornou evidente que o vereador nunca teve qualquer intenção de pagar o trabalho feito ao seu serviço na Área Escolar da Academia Municipal em 2006 e que continuaria em funções.

8. ,…. a dinâmica foi acabando

Mentira. Pelo contrário, a dinâmica do centro fulcral de todo o projecto nunca foi acabando desde 2002 porque eu não deixei apesar dos cortes violentíssimos impostos pelo vereador que reduziu as verbas existentes para o PDX em 2001 em dois terços pois também despediu o outro avençado em 2003.

O que acabou de repente foram os torneios internacionais por falta de verba.

O que acabou de repente foram as grande iniciativas (como Campeonatos nacionais ou Distritais no concelho, Festivais e outras provas organizadas dentro do concelho que ajudavam a divulgar todo o trabalho escolar concelhio a nível nacional e a nível internacional).

O que também teve de acabar de repente foram maior parte dos centros de treino da Academia e muita da dinâmica da própria sede pois foi necessário despedir o funcionário reformado que assegurava a sua abertura o publico (Sr. Jorge Aniceto de Stª Iria).

O que também teve de acabar de repente eram os torneios Inter-turmas pós inter-escolas que ajudavam a fazer a integração escola-colectividade.

Mas conservou-se toda a área escolar intacta e até se ampliaram os boletins escolares de 1 para 3, seguindo uma experiencia de Odivelas que havia resultado muito bem.

Também se conservaram todos os torneios populares (ex-Jogos da Paz) com o novo nome de Circuito das Colectividades onde foi feita a citada captação e integração, sempre que possível, também no xadrez federado.

Apesar do brutais cortes orçamentais e dos despedimentos de Manuel Duque e de mais de uma dezena de treinadores da Academia  foi possível conservar intacto o núcleo fundamental da área escolar da Academia  (mesmo sem edição de boletins em 2005 por ordem do vereador que já fazia antecipar as ordens seguintes – não fazia antecipar era tanta mentira) e sempre com a mesma dinâmica.

9 é que não se acabou com o xadrez, o que fez foi: dar às colectividades e ao movimento associativo, a hipótese de esses se juntarem, seja no xadrez, seja em que modalidade for

Mentira. A prova está nos dados que já forneci e que a Federação pode fornecer a quem a pedir.

400 federado em 2006 – 8 em 2009

Mais de um milhar de alunos nos torneios escolares em 2006 – apenas meia centena em 2007, 2008 e 2009 (e sem intervenção da Câmara apenas da Junta de Camarate)

Não é por acaso que ouvia repetidamente da parte do chefe de desporto que o ‘xadrez é modalidade conotada com o comunismo’. Quando eu ouvia isso até me ria pois o maior Plano escolar de desenvolvimento do xadrez foi feito pelo município de Nova Iorque…nos Estados Unidos da América!

Mas o vereador escreveu repetidamente no boletim escolar uma frase que nem foi sugerida por mim: «o xadrez é uma modalidade tradicional no concelho de Loures»

Outra mentira? Ou agora são todas as modalidades desportivas tradicionais??

9a, Nós temos Centros de formação de xadrez aqui no concelho apoiados pela Câmara

Verdade em 2007. Mentira em 2009. Eram dois. Um deles acabou porque a verba de apoio era tão ridícula não permitia sequer um mínimo de actividade.

10. pelas vicissitudes que começou pelas pessoas que estavam à frente do projecto

Verdade se o vereador estava a falar nele próprio como principal e penúltimo responsável do Projecto (o último é, sempre, teoricamente, o presidente da Câmara) Mentira. Sempre me dediquei de alma e coração ao Projecto e ao Plano de Desenvolvimento de Xadrez. Podem chamar todas as testemunhas que quiserem que acompanharam o meu trabalho e dedicação durante 21 anos. Mas acho que deveria bastar mostrar esta Medalha de Mérito e Dedicação que ganhei do município em 1996 para que um jovem vereador tivesse mais cuidado com o que diz.

11. era um projecto que centrava muito nas escolas do 1º ciclo

Mentira. A finalizar um escândalo como não poderia deixar de ser….Esta a mentira é para mim a mais grave pois revela uma total ignorância sobre um Plano do qual ele foi o principal responsável de Janeiro 2002 a Julho 2006. Uma ignorância que pode mesmo revelar alguns traços de incompetência. De facto, milhares de relatórios do PDX de Loures são claros. Nunca se centrou muito (nem pouco) nas escola do 1º ciclo! Aliás sempre foi essa a particularidade muito económica do Projecto desde 1985 que o diferenciava de muitos outros projectos por esse país fora, muito mais caros, e que envolvem escolas do 1º ciclo. À ignorância e à eventual incompetência de desconhecer as linhas mestras do Plano, acrescento também falta de memória. Nas Finais do Inter-escolas de 2002, quando este mesmo vereador ficou pasmado (no bom sentido, é claro) quando o chefe de desporto de então Hélder Pontes (que nem gostava de xadrez, apesar de manifestamente comunista) o levou ao pavilhão de São João da Talha onde decorriam as competições, ele ficou tão entusiasmado que me perguntou porque não ampliávamos o Plano às escolas do 1º ciclo. Respondi-lhe que isso seria dez vezes mais caro em pagamentos a monitores e a treinadores pois nas poucas escolas publicas com 2º ciclo se conseguia ensinar as regras numa semana desde que fosse de forma muito bem preparada (com acções de sensibilização) e muito bem divulgada com competência e profissionalismo e que a principal acção era o torneio escolar que também envolvia 3º ciclo (onde a aprendizagem sempre foi feita de forma exemplar por árbitros de alta formação pedagógica e desde o despedimento de Manuel Duque, sempre também por mim, pessoalmente). Com apenas 13 escolas com 2º ciclo e mais de 60 do 1º ciclo (onde a fase de ensino do xadrez se deve prolongar pelo menos por 3 meses) a escolha foi feita logo em 1985 por motivos económicos e por mais dois motivos importantíssimos: Foi logo escolhido, depois de analisados milhares de inquéritos, que o Projecto centraria todas as acções nas escolas com 2º ciclo.

a)                  Porque o projecto nunca esteve preocupado em formar campeões mas sim com o reconhecido valor do xadrez como arma pedagógica.

b)                   Porque ficou provado que os níveis de adesão no segundo ciclo (e 3º ciclo) ainda eram muito satisfatórios apesar de ser sempre uma opção facultativa do aluno para os seus tempos livres

 

Expliquei tudo isto ao vereador nessas Finais do Inter-escolas. Mas….Em vez duma ampliação de verbas que permitisse alargar acções ao 1º ciclo, tive um corte de verbas em 2 terços sem qualquer orientação sobre a forma como ajustar o Plano à nova e escassa realidade.

Mesmo assim ainda tivemos uma acção experimental do 1º ciclo numa pequena freguesia que o pediu expressamente. O único corte escolar que admiti foram os torneios inter-turmas (pois continuavam os Jogos da Paz de captação sob outro nome) que foram bem compensados pela ampliação de 1 para 3 boletins escolares.

De resto, os maiores cortes forma na área avançada da Academia (onde foram despedidos mais de uma dezena de treinadores), nas grandes iniciativas e nos torneios internacionais. Acho que agi bem em conservar praticamente intacta toda a área escolar. Esta politica foi de minha iniciativa.

 

Para finalizar, e dado o tom depreciativo de toda a declaração do citado vereador. Quero acrescentar que:

 

Estou orgulhoso do meu trabalho, tanto nos anos em que pude orientar 17 treinadores numa dezena de centros da Academia e onde até pude organizar Festivais maravilhosos e Torneios internacionais de promoção de treinadores do concelho a mestre (com grande prestígio internacional e reconhecidos pela Federação Internacional), em que Loures ganhou múltiplos inter-municipais, que teve mais duas dezenas de campeões nacionais e seis dezenas de representantes do concelho em europeus e mundiais de jovens, (tendo Loures ganho inclusive um duelo a 40 tabuleiros em todos os escalões contra uma selecção do resto do país orientado por um Director Técnico Nacional da Federação) mas o meu orgulho vai especialmente nos últimos 4 anos (2002 a 2006) em que, mesmo com verbas escassas e a trabalhar com gente sem contrato que apenas tinham como garantia de remuneração de seu trabalho a palavra dos eleitos e alguns protocolos com a Associação de Xadrez de Lisboa (verbas que geralmente chegavam com muito atraso e que não chegaram em 2006 apesar das promessas do presidente da Câmara, do adjunto do vereador Filipe Caçapo e do chefe de Desporto João Monteiro) conseguimos todos resultados muito bons que praticamente só eu divulgava

A divulgação dos resultados de 2006, apesar do município tanto querer esconder esses resultados, divulguei-os na Internet (http://luissantosxadrez.com) a 10 Agosto 2009 quando achei que era público e notório que nunca houve qualquer intenção de pagar esse trabalho por parte do município e quando também me pareceu previsível que o vereador iria continuar em funções. Por isto tudo, decidi vir aqui hoje, repor a verdade. Obrigado ao presidente da mesa pela oportunidade.

 

Os melhores cumprimentos a todos

Luís Santos